Sou evangélico desde sempre, nasci frequentando EBD, cultos de jovens, aprendi a tocar violão quando ainda eram apenas uma criança, enfim, tenho participado de reuniões evangélicas desde muito pequeno.
Muitos se surpreendem quando afirmo que nunca bebi, que nunca fumei, e a únicas drogas que conheço são aquelas que leio nos livros e revistas, ou aquelas que ouço quando no gabinete atendo um dos tantos jovens libertos por Jesus.
Já ouvi muitos testemunhos, muitas histórias, muitas das quais nem me lembro, outras tantas, contudo, tenho gravadas em minha memória, quero num momento de melancolia, contar uma história que ouvi e me recordo agora:
Certo homem, viúvo e pai de filho único, estava a beira da morte quando resolveu chamar seu rebento para conversar sobre a herança, o velho homem tinha muitas posses, uma conta bancária invejável, e um filho rebelde, muito rebelde.
O filho entra no quarto do pai moribundo que segura-o pela mão, atraindo-o para perto dos seus lábios já cansados, como sendo esta a única forma do jovem poder entender nitidamente suas palavras de conselho.
Após compulsivo choro o velho pai diz ao filho o que ele esperava de sí, agora que o moço tornara-se o representante legal de tudo o que ele possuia, o detentor do esforço que perdurou durante toda a sua vida, já por quatro gerações, toda a fortuna da família agora estava em suas mãos. O jovem ouviu atentamente cada palavra do pai, que após segura-lo firmemente, soltou-o momentaneamente para tomar nas mãos uma velha Biblia.
Depois de ter chorado alguns segundos o pai disse: - Quando você estiver em apuros, abra-a em João três dezesseis, ela terá as respostas que você precisa.
O jovem, conhecedor palavra da Deus, ex-aluno da Escola bíblica dominical, tomou a biblia nas mãos e depois de haver sepultado seu velho pai, colocou-na entre os livros de maior relevância da estante, a Biblia estava em lugar de destaque, os empregados da casa tinha determinação do jovem patrão de não permitir que a biblia em hipótese alguma fosse tomada por poeira ou traças. A Bíblia era parte da herança.
O jovem estava amadurecendo, mas sua rebeldia e displicência fizeram com que toda a fortuna fosse exterminada, literalmente exterminada, sua morada agora era numa das casas mais singelas pertecentes ao seu pai, aquele moço rico e bem trajado, nem de longe se parece com este cidadão pobre e amargurado.
Numa madrugada triste, ele recordou que tinha adquirido de um amigo um revolver calibre trinta e oito, e decidiu usá-lo, ele não poderia macular a memória de seu pai se tornando um mendigo, alguém palpérrimo, pobre em extremo, faltava-lhe alguma coisa, e porisso seu fim eminiente era a morte, o suicídio para ser preciso.
Antes d'ele tomar nas mãos o revolver, ele decidiu atender o último pedido de seu pai, foi na velha estante, pegou a bíblia, abriu no Evangelho de Jesus Cristo, segundo escreveu São João, capítulo três, versículo dezesseis e leu calmamante, uma, duas, três vezes, até que se recordou de como era feliz na companhia de seu pai, de como sua infância foi feliz quando ainda era assíduo na casa de Deus. Lembrou-se de Jesus, de suas promessas, de tudo que sentia quando de coração o adorava, etc...
Ali, naquela noite de pranto o jovem deixou a arma, e leu os versículos seguintes, compreendendo que a maior herança que seu pai poderia lhe dar era justamente a velha biblia, com a expressão maior da esperança cristã: "porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
Pense nisto.
Um abraço!!
Um comentário:
Acho que o senhor vai ver pq seu e-mail continua o mesmo. Pai seu blog é incrível!!!! Meu Deus ❤️
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